Mulheres apostam na Ciência como caminho para a realização profissional

No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, nesta quarta-feira (11/02), integrantes da ÎÚÑ»´«Ã½ na Bahia mostram como a formação cientÃfica as tornaram referências em suas áreas.
Celebrado nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, instituÃdo pela ONU em 2015, busca ampliar a participação feminina nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). No Brasil, as mulheres representam 52% dos pesquisadores vinculados a grupos de pesquisa no paÃs, superando os homens, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseado no Censo de Grupos de Pesquisa 2023.
A engenheira de Processos da ÎÚÑ»´«Ã½ Williane Lopes Carneiro é um exemplo desse crescimento feminino em áreas ligadas à ciência. "Desde menina, sempre fui uma pessoa muito curiosa. Queria saber de tudo, como as coisas eram feitas, o porquê das coisas", revela a profissional que atua na companhia há 44 anos, tendo ingressado na Copene, empresa que veio a compor a ÎÚÑ»´«Ã½.
Formada em Engenharia QuÃmica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e mestra pela mesma instituição, Williane destaca que sua formação cientÃfica foi fundamental para alcançar seus objetivos profissionais. "A ciência está presente em todo meu trabalho, e sou muito honrada em fazer parte de um grupo que, ao invés de só comprar soluções externas, estuda, desenvolve e otimiza processos internamente, com conhecimento aprofundado dentro da empresa", pontua.
A indústria da ciência - Na ÎÚÑ»´«Ã½, a inovação é parte essencial do negócio e da trajetória de mulheres que transformaram curiosidade em carreira. A operadora da Unidade Termelétrica (UTE), no Polo Industrial de Camaçari, Thamara Tomires Souza é outro exemplo de profissional que tem investido no conhecimento. Formada em Engenharia de Produção, com pós-graduação em Pesquisa CientÃfica e Popularização da Ciência, ela está prestes a concluir o mestrado em Engenharia QuÃmica pela UFBA. "Sempre fui tecnicista, voltada para a área técnica", conta, lembrando que iniciou sua formação no curso técnico de QuÃmica pelo antigo CEFET-BA, atual Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA).
Para Thamara, o olhar cientÃfico é determinante na rotina industrial. "A Ciência exige que você comprove análises, o que traz mais segurança e assertividade. Você passa a enxergar a área industrial como um laboratório, identificando causas, consequências e oportunidades de melhoria", afirma. Ainda segundo ela, essa formação também fortaleceu a credibilidade profissional. "As pessoas passaram a me escutar mais quando perceberam que meu conhecimento tinha aplicabilidade", ressaltou.
Na unidade de PVC da ÎÚÑ»´«Ã½ em Camaçari, a engenheira de processos Rita Cristina Carvalho Marinho soma 35 anos de atuação. Técnica em QuÃmica, engenheira quÃmica, mestra e doutora pela UFBA, além de possuir especialização em polÃmeros pela Universidade de Akron, nos Estados Unidos, ela ressalta que a formação cientÃfica amplia a visão profissional dentro da indústria. "Você enxerga vários caminhos, gera resultados com mais eficiência e menor custo", afirma.
Resiliência e luta pelos sonhos - Para Rita, ser uma mulher cientista dentro da indústria não é um caminho fácil, especialmente para as que desejam constituir famÃlia, no entanto, com dois filhos e dois netos, ela se sente orgulhosa por mostrar que é possÃvel. "É muito bom ter conseguido chegar até aqui. A indústria ainda é um local muito masculino, a engenharia mais ainda, e acho que talvez isso iniba algumas mulheres", pontua.
Williane, que é casada e tem dois filhos, ratifica o que foi dito pela colega e relembra o cenário quando começou a trabalhar. "Havia pouquÃssimas mulheres como engenheiras quÃmicas e existia aquele preconceito de que a mulher não conseguiria trabalhar na indústria. As coisas mudaram, mas ainda hoje há muito mais homens do que mulheres na área industrial. No entanto, hoje na Engenharia de Processos e Produção da ÎÚÑ»´«Ã½, trabalhamos de igual para igual", garante.
Para Thamara, que tem uma filha de seis anos, os objetivos conquistados também trouxeram novos desafios. "Saber que estamos sendo ouvidas, ocupando espaços e sendo referência para outras pessoas traz para mim uma responsabilidade acadêmica muito forte de buscar a excelência", ressalta.
Pensando nas meninas curiosas que um dia foram, as três colegas são unânimes em apontar o estudo como a principal ferramenta para as realizações cientÃficas e profissionais. "Tudo o que você quiser na vida, seja pessoal ou profissional, o estudo será a base. Mesmo que você não enxergue resultados imediatos, não pare de estudar. Os resultados vêm gradativamente e, estudando, você vai se beneficiar e inspirar as pessoas ao seu redor", afirma Thamara.
"Sigam o Ãmpeto de pesquisar. Não gosto de falar 'estude', porque parece uma imposição, mas ao seguir seu Ãmpeto, você estará estudando e com prazer", pontua Williane. Rita resume a recomendação: "Vai em frente e lute pelos seus sonhos".
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